Esportivo chique: 5 looks que vão do café ao escritório

Tênis, calça de pregas, blazer, moletom impecável: cinco combinações confortáveis que mantêm o visual arrumado.

O esportivo chique tem um problema de imagem: mal dosado, parece uma saída de academia com um blazer jogado por cima para pedir desculpas. Bem dosado, é a roupa mais confortável que dá para usar durante a semana sem perder um grama de elegância. A diferença está numa regra simples, em algumas proporções e em tecidos bem escolhidos. Aqui vão cinco combinações que atravessam o dia, do café da manhã à reunião das 14h.

A regra: uma peça esportiva, o resto arrumado

Tudo começa aqui: uma única peça vem do armário esportivo, e todo o resto é arrumado. Tênis com calça de pregas, sim; tênis com calça de moletom e blusa de moletom é domingo, não segunda-feira. É isso que evita o acúmulo, que é a armadilha de verdade desse estilo.

O segundo princípio é de proporção. Peça esportiva quase sempre é ampla ou macia, então se equilibra com algo estruturado: um blazer de ombro desenhado, uma calça de corte limpo, um casaco longo. E, por fim, o estado das peças importa mais que o preço delas. Um moletom cinza impecável vale mais que um blazer amassado, e um tênis limpo muda tudo — como lembram nossas dicas de como usar tênis branco e mantê-lo branco.

Tênis, calça de pregas e blazer

Primeiro look, o mais seguro. Uma calça de pregas em lã fria ou viscose encorpada, cintura alta, perna reta ou levemente afunilada, com a barra parando logo acima do tornozelo para deixar o sapato aparecer. Por cima, uma camiseta branca de algodão grosso ou uma camisa, e então um blazer masculino levemente oversized, marinho, camel ou cinza mescla. Nos pés, um tênis baixo de couro branco.

O que segura o conjunto é o contraste entre o rigor de cima e a informalidade do calçado. Uma bolsa sacola de couro ou uma bolsa transversal estruturada, brincos finos, e o look está completo. A calça de pregas sai por volta de 40 € na Mango ou na Zara, e o blazer, muitas vezes por bem menos em segunda mão, no Vinted.

A calça de moletom bem vestida com casaco longo

Segundo look, o que exige mais atenção. A calça de moletom “arrumada” só tem de moletom o cós elástico: o corte é reto ou levemente cenoura, o tecido é um moletom denso, uma lã mesclada ou um jersey grosso, numa cor sóbria — grafite, marinho, bege ou preto. Sem listras laterais, sem logo, sem punho apertado alto demais.

Com ela, tudo o mais sobe um degrau: um tricô fino de gola redonda ou uma gola alta, um casaco longo e reto que passe do joelho, mocassim ou tênis de couro bem limpo. O casaco longo faz o trabalho inteiro: alonga a silhueta e avisa na hora que a roupa foi pensada. É a mesma fórmula que aparece no look de viagem confortável que continua elegante: confortável sentada, apresentável ao descer.

Moletom impecável com saia midi

Terceiro look, o mais feminino. Um moletom liso, cinza mescla, cru ou verde-sálvia, sem capuz, de ombro levemente caído, com a frente por dentro do cós de uma saia midi. A saia faz metade do trabalho: cetim fluido, lã plissada ou jeans reto, ela traz o movimento e o comprimento que o moletom não tem.

A proporção a guardar: o moletom termina na cintura, nunca abaixo dela. Um cinto fino por baixo do moletom marca a cintura sem acrescentar nada. Para a versão de sábado, troque a saia por um jeans largo, como nos nossos quatro looks de fim de semana de outono, chiques sem esforço.

A polo, a jaqueta de zíper e o jeans reto

Quarto look, discreto e eficiente. A polo de malha fina, gola aberta, manga curta ou longa, numa cor profunda — bordô, marinho, chocolate — substitui a camiseta sem parecer que substituiu. Com ela, um jeans reto cru ou preto, um cinto de couro e mocassim ou tênis de camurça. O conjunto fica limpo, quase preppy, e passa no escritório sem levantar sobrancelha.

Quinto look, primo do anterior: a jaqueta esportiva de zíper, em algodão ou lã, usada como um casaquinho sobre camisa branca, calça reta e mocassim. Aqui a jaqueta é a peça esportiva; a camisa e a calça a mantêm no lugar. Lisa ou com um vivo discreto, fechada até a metade para deixar a gola aparecer.

Os tecidos e as cores que evitam o clima de academia

O que entrega um esportivo chique malfeito são os tecidos técnicos: poliéster brilhante, mesh, náilon que faz barulho ao andar. No lugar deles, algodão grosso, moletom, lã, couro e camurça, que absorvem a luz em vez de refletir. Um moletom de algodão pesado de uns 20 € se comporta melhor que um modelo técnico de 60 €.

Nas cores, uma paleta de dois ou três neutros — cinza, marinho, cru, camel — com no máximo um toque mais vivo, se você fizer questão. Fuja de neon, estampa com logo e mistura de mais de duas cores fortes: é exatamente isso que grita academia.

Resumindo

O esportivo chique depende de uma peça esportiva, uma só, cercada de roupas limpas de corte e de tecidos foscos. Tênis e blazer, moletom e casaco longo, moletom e saia midi, polo e jeans reto, jaqueta de zíper sobre camisa: cada combinação equilibra uma peça macia com uma peça estruturada. Mantenha o tênis limpo, o moletom impecável e a paleta sóbria. E, na dúvida, tire a peça esportiva menos necessária: sempre vai sobrar uma.

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