Entrevista de emprego: 4 looks que passam confiança

Conforme o setor, quatro looks limpos e confortáveis para você ser levada a sério sem parecer fantasiada.

O look certo de entrevista é aquele que você esquece assim que senta. Não aperta em lugar nenhum, não sobe, não chama atenção antes de você abrir a boca. Seja voltando ao mercado depois de uma pausa, seja mudando completamente de área, a questão é a mesma: parecer no seu lugar num ambiente em que você nunca pôs os pés. Aqui vão quatro looks, um para cada grande tipo de setor, pensados para dar credibilidade sem parecer fantasia.

Ler o código de vestimenta da empresa

Antes de escolher qualquer coisa, olhe como se vestem as pessoas que já trabalham lá. O site da empresa, a página do time no LinkedIn e as fotos de eventos internos entregam em dez minutos o nível de formalidade. A regra que não falha: você se veste um degrau acima do que a equipe usa no dia a dia, nunca dois. Um terninho rígido numa agência em que todo mundo está de moletom deixa todo mundo desconfortável; um jeans num escritório de advocacia, também.

Na dúvida, quem organiza a entrevista costuma responder de bom grado a uma pergunta simples sobre a roupa esperada. E se ninguém responder, fique no meio: calça reta, blusa lisa e um blazer. É o trio que passa em qualquer lugar.

Setor clássico: a alfaiataria macia

Banco, seguros, direito, consultoria, administração pública: aqui o terninho continua sendo a referência, mas ele perdeu a rigidez. A alfaiataria que passa confiança hoje é macia: um blazer levemente desestruturado, sem ombreira marcada, sobre calça reta ou saia no joelho. Escolha uma cor profunda — marinho, cinza-chumbo ou marrom escuro —, mais suave que o preto sob a luz fria de uma sala de reunião.

Por baixo, uma camisa branca ou um top de malha fina, por dentro ou por fora da calça conforme o corte. Evite tecidos que amassam antes mesmo de você chegar. As redes acessíveis oferecem conjuntos coordenados por um preço razoável; o que importa é conferir se o blazer cai bem nos ombros, porque é ali que tudo se decide.

Startup e área criativa: camisa e jeans escuro

Em tecnologia, agências, estúdios e profissões criativas, o terninho soa deslocado. Troque a calça de alfaiataria por um jeans escuro, sem lavagem clara nem rasgo, de corte reto ou levemente evasê. Por cima, uma camisa bem passada, de tricoline ou oxford, e um blazer sem forro que dê para tirar se o clima for descontraído. O conjunto diz: eu conheço os códigos de vocês, mas levo esta conversa a sério.

Para os meios de moda, comunicação e design, dá para ir um degrau além com um look monocromático — camel, cru ou verde profundo —, que entrega um visual trabalhado sem esforço aparente. Monocromático continua sendo o jeito mais simples de parecer bem-vestida com três peças. Nos dois casos, mantenha sapato fechado e bolsa estruturada.

Profissões de campo: limpo e prático

Saúde, varejo, alimentação, logística, educação, educação infantil: o recrutador quer ver alguém cuidada e pronta para se mexer. Então esqueça o blazer de alfaiataria e o salto. Uma calça de sarja ou uma calça reta de tecido, uma blusa lisa de manga longa ou um tricô fino, e um par de tênis sóbrios e impecáveis, de couro branco ou de lona escura, montam um look limpo.

O detalhe que faz diferença aqui é o estado das peças: nada de bolinha, de solado encardido, de gola caída. Um look simples e perfeitamente conservado passa mais confiança do que um look elaborado e cansado. E essas mesmas peças vão servir depois no dia a dia, na mesma lógica dos looks de trabalho que aguentam a semana: compre o que você vai repetir.

Sapato, bolsa, joias: sobriedade

Os acessórios não podem contar uma história diferente da roupa. Um sapato fechado de salto baixo, uma sapatilha, um mocassim ou um oxford; evite o salto que você nunca usa, porque talvez você fique muito tempo em pé. A bolsa é de tamanho médio, fecha e cabe uma pasta sem dobrar; a ecobag fica em casa.

Nas joias, escolha um ou dois pontos, não mais: um par de brincos discretos, um relógio ou uma pulseira fina. Esmalte neutro e impecável, cabelo fora do rosto, perfume leve. Tudo o que puder distrair enquanto você fala joga contra você.

O que fica em casa

Algumas peças, mesmo bonitas, não ajudam. Saia muito curta, decote marcado, transparências, jeans rasgado, sandália aberta e chinelo ficam de fora, seja qual for o setor. O mesmo vale para peças com frase estampada, logos muito visíveis, estampas barulhentas e a roupa nova que você nunca usou: você vai descobrir na sala de espera que ela coça ou que sobe.

Um teste simples na véspera: vista o look completo, sente, levante os braços, caminhe cinco minutos. O que incomoda em casa vai incomodar dez vezes mais na frente de um recrutador. E deixe tudo separado na véspera, para não ter nada a decidir de manhã.

Resumindo

Olhe como a equipe se veste e mire um degrau acima. Escolha uma das quatro fórmulas conforme o setor: alfaiataria macia, camisa com jeans escuro, monocromático caprichado ou look de campo bem cuidado. Mantenha os acessórios sóbrios e experimente tudo na véspera. O look ideal é aquele do qual você não lembra mais depois que a entrevista começa.

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